sábado, 10 de abril de 2010

Sergio Cabral Filho: “Se a Dilma vier ao Rio apoiar o Garotinho, nem minha mulher vota nela”. Dilma no Rio: “Garotinho é parceiro antigo e amigo histórico”. Cabral: SILÊNCIO TOTAL

Esta nota poderia começar e terminar no título, mas por que desperdiçar dois personagens tão ricos? E de perfis idênticos, arrogantes, pretensiosos, incompetentes e adeptos entusiasmados do desperdício do dinheiro do contribuinte. Não só pelo amor a esse desperdício, mas também ao superfaturamento, que para eles é o complemento do enriquecimento ilícito.

É impressionante como cabralzinho e garotinho se parecem, até no diminutivo. Foram amigos intimíssimos, nada surpreendente. Agora, disputam o mesmo cargo. Garotinho já foi governador, espantosamente terminou o mandato com mais de 70 por cento de aprovação. Mocíssimo, não quis a reeeleição certa, passou o cargo para a vice, Dona Benedita, e se lançou candidato a presidente da República.

Teve 15 milhões de votos, o que é um total eleitoralmente respeitável, embora a palavra não se ajuste ao personagem. Além do mais, foi candidato pelo Partido Socialista, que, fundado em 1950, nunca elegeu nenhum presidente.

No interior do Estado do Rio, ninguém sequer sabia o que era Partido Socialista. O que não impediu que nove meses depois, Garotinho colocasse no Palácio Guanabara, a própria mulher, tão ineficiente quanto ele.

Agora é prefeita de um dos maiores municípios do estado, se diverte e se distrai, concentrando no nada e no coisa alguma os royalties espantosos que recebe (e deveria receber mesmo, mas com fiscalização) interminavelmente.

Cabralzinho fez carreira menos movimentada, nem ele mesmo acreditou que chegaria a governador do Estado do Rio. A mediocridade “subiu-lhe à cabeça”, chegou a admitir que o PMDB indicaria seu nome para vice de Dona Dilma, por causa da intimidade e amizade que dizia ter com o presidente Lula.

Mas essa pretensão era recebida com tanta gargalhada pela liderança do PMDB, que ele mesmo percebeu que alguma coisa estava errada. Estava mesmo, a própria formação, pretensão e convicção. Fixou a meta então na reeeleição, achava que Lula garantiria seu nome diante da tanta bajulação, mas acabou se excedendo.

Foi dizendo tolice em cima de tolice, até que Lula, muito mais arrogante do que ele, colocou cabralzinho no freezer, se voltou para outro lado. E esse novo lado só pode ser Garotinho, que é o cabrazinho com nova vestimenta, embora os dois estejam sempre política e moralmente nus.

Dona Dilma veio ao Rio com o discurso pronto, essa afirmação de que “somos parceiros antigos e amigos históricos”, não surgiu de uma hora para outra. Quase levou cabralzinho ao Pró-Cardíaco, engasgado, não conseguiu rebater com uma palavra que fosse.

***

PS – Agora, o lado positivo de cabralzinho e garotinho em palanques diferentes. Vão se devorar eleitoralmente, dividirão os votos dos que comparecem às urnas insensatamente.

PS2 – O beneficiado será Fernando Gabeira, que já ia para o segundo turno, agora vai mesmo, mas com um cacife capaz de assustar tanto garotinho quanto cabralzinho.

PS3 – Gabeira vai indo muito bem, conseguiu “enxotar” Cesar Maia de perto como candidato a senador. Isso aumentou seu potencial.

PS4 – Em 2006, Dona Denise Frossard foi para o segundo turno com cabralzinho, devia ganhar, cometeu tantos equívocos que acabou perdendo. Acho que o adversário de Gabeira no segundo turno será garotinho. Tanto faz, o vendaval de anteontem e ontem, mostrou que nem cabralzinho nem garotinho têm qualquer coisa a fazer no governo do Estado do Rio.



Um comentário:

angela disse...

se a dilma vier ao rio apoiar o garotinho será junto com todos os funcionários públicos e que cada funcionário leva consigo pelo menos meia dúzia de parentes e amigos. Cabral massacrou o funcionalismo e com certeza ele terá a resposta nas urnas.

 
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